
Por: Vanderlei de Lima é eremita de Charles de Foucauld.
Iniciamos a Quaresma. Eis porque este artigo oferece trechos de Catequeses de três Papas recentes sobre este tempo litúrgico-espiritual a nos convidarem para uma melhor preparação na vivência da Páscoa do Senhor.
Em 06/02/2025, o Santo Padre, o Papa Francisco, assim escrevia: “Com o sinal penitencial das cinzas sobre as nossas cabeças, iniciamos na fé e na esperança a peregrinação anual da Santa Quaresma. A Igreja, mãe e mestra, convida-nos a preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte, como exclamava São Paulo: ‘A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?’ (1Cor 15,54-55). Realmente, Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna (cf. Jo 10,28; 17,3)”. E concluía: “Que a Virgem Maria, Mãe da Esperança, interceda por nós e nos acompanhe no caminho quaresmal” (Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma 2025, Vatican.va, on-line).
Bento XVI, em 03/11/2011, assim se expressava: “A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal”. Depois de fazer uma verdadeira exegese espiritual de Hebreus 10,24, o pontífice exorta: “Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Hb 6,10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica” (Mensagem de Sua Santidade Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012, idem).
São João Paulo II, em 1999, deixou-nos estas meditações: “A Quaresma, que estamos para celebrar, é mais um dom de Deus. Ele quer ajudar-nos a descobrir novamente a nossa natureza de filhos, criados e renovados pelo amor do Pai através de Cristo no Espírito Santo. [...] A Quaresma é o tempo favorável para manifestar ao Senhor sincera gratidão pelas maravilhas realizadas a favor do homem em todas as épocas da história e, em particular, na Redenção para cuja realização não poupou o seu próprio Filho (cf. Rm 8,32). A descoberta da presença salvadora de Deus nos acontecimentos dos homens incita-nos à conversão. A todos nos faz destinatários da predileção de Deus, e impele-nos a louvá-Lo e glorificá-Lo. Digamos com São Paulo: ‘Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos Céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos’ (Ef 1,3-4). O próprio Deus nos convida a um itinerário de penitência e purificação interior, para renovar a nossa fé. Incansavelmente nos chama para Ele; e todas as vezes que experimentamos a derrota do pecado, indica-nos a estrada para regressar à sua casa, onde reencontramos aquela ternura singular que nos obsequiou em Cristo. Deste modo, a partir da experiência do amor que o Pai nos dedica floresce em nós a gratidão” (Mensagem do Papa João Paulo II para a Quaresma de 1999, idem).
Possam estas sábias meditações encontrar eco no nosso coração e estimular-nos a uma contínua conversão. A começar nesta Quaresma...
Por: Vanderlei de Lima é eremita de Charles de Foucauld.
Quer ficar ligado de tudo oque rola em Casa Branca e região? Siga o perfil do Jornal Gazeta de Casa Branca no Instagram e no Facebook