
Repórter Jota Anderson
Prepare o bolso: a conta de luz deve pesar mais no orçamento dos brasileiros em 2026. Projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que o reajuste nas tarifas de energia elétrica deve ficar acima da inflação ao longo do ano.
Os dados fazem parte do boletim InfoTarifa, divulgado trimestralmente pela agência, que acompanha a evolução dos custos do setor elétrico. De acordo com o levantamento mais recente, a alta média prevista é de aproximadamente 8%.
O índice chama atenção por ser quase o dobro da inflação registrada em 2025, que ficou em 4,3%, além de superar as projeções para 2026. Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o IPCA em torno de 3,9%, enquanto a Fundação Getulio Vargas (FGV) projeta o IGP-M em 3,1%.
Segundo a Aneel, o principal motivo para o aumento é o crescimento dos encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O fundo, responsável por bancar subsídios e políticas públicas no setor, deve ultrapassar R$ 52 bilhões neste ano — um valor recorde que é repassado diretamente para as tarifas de energia.
Além disso, o boletim detalha outros fatores que influenciam no cálculo da conta de luz, como custos de geração, transmissão e distribuição de energia.
Apesar da previsão de alta em todo o país, há expectativa de um possível alívio para consumidores das regiões Norte e Nordeste. A Aneel estuda utilizar recursos provenientes de geradoras hidrelétricas para reduzir o impacto nessas localidades. Caso a medida seja implementada, o reajuste médio nacional pode cair para cerca de 5%.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que consumidores redobrem a atenção ao consumo de energia, já que a tendência é de maior impacto no orçamento das famílias e também das empresas ao longo de 2026.
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