
Repórter Jota Anderson
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Alana e pela Koga revela um cenário de atenção em relação ao tempo que adolescentes brasileiros permanecem conectados à internet. O estudo “Adolescência Sem Filtro” ouviu 505 jovens entre 13 e 17 anos e identificou impactos do uso excessivo das telas na rotina, no sono, nos estudos e no bem-estar.
De acordo com o levantamento, oito em cada dez adolescentes passam mais de três horas por dia na internet. Além disso, metade dos participantes afirma que permanece conectada por mais tempo do que gostaria.
O estudo também aponta que 71% dos adolescentes desejam mudanças para que a internet se torne um ambiente melhor no futuro. No entanto, apenas 19% acreditam estar preparados para participar ou influenciar essas transformações.
Entre os principais impactos identificados estão alterações em atividades do dia a dia. Aproximadamente 40% dos adolescentes afirmam que o tempo excessivo diante das telas prejudica os estudos, a qualidade do sono e até a criatividade.
Mesmo diante dessas dificuldades, os jovens demonstram ter consciência sobre a necessidade de controlar o tempo de conexão. Entre as medidas adotadas estão estabelecer limites para o uso do celular, fazer pausas durante a navegação e desinstalar aplicativos.
A pesquisa também procurou entender como os adolescentes se sentem enquanto estão conectados.
A internet é associada a sentimentos positivos por grande parte dos entrevistados. 71% afirmam sentir diversão muitas vezes ou sempre, enquanto 63% relatam sentir felicidade.
Por outro lado, também aparecem sentimentos que merecem atenção. 27% dos adolescentes relatam sentir cansaço, 23% mencionam raiva e 22% afirmam sentir ansiedade durante o uso da internet.
Como cada participante poderia indicar mais de uma sensação, a soma dos percentuais ultrapassa 100%.
Os dados mostram que os adolescentes reconhecem tanto os benefícios quanto os desafios proporcionados pelo ambiente digital. O levantamento reforça a importância de discutir o uso consciente da tecnologia, estabelecendo uma relação mais equilibrada com as telas.
Mais do que simplesmente reduzir o tempo conectado, os resultados apontam para a necessidade de orientação, educação digital e participação dos próprios adolescentes na construção de uma internet mais saudável e segura.
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